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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Mortos chegam a 99 em Santa Catarina; Lula libera verba,Brasil,brasuleiros,politica,social

Mortos chegam a 99 em Santa Catarina; Lula libera verba,Brasil,brasuleiros,politica,social


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobrevoou nesta quarta-feira as regiões de Santa Catarina mais atingidas pelas chuvas, que deixaram 99 mortos até o momento, e destinou cerca de 2 bilhões de reais para ajudar as vítimas e a reconstrução do Estado e outras regiões do país.

Lula realizou um sobrevôo de helicóptero, que durou cerca de 30 minutos, sobre algumas áreas atingidas. Nove municípios já declararam estado de calamidade pública e sete cidades estão inacessíveis desde o fim de semana, com diversas estradas bloqueadas e casas inundadas.
A enxurrada já deixou ao menos 99 mortos, a maioria por soterramento, e 19 desaparecidos em Santa Catarina, segundo a Defesa Civil do Estado. Além disso, outros 78 mil desabrigados ou desalojados. Cidades estão submersas ou com as ruas tomadas pela lama, enquanto estabelecimentos comerciais foram saqueados pela população em meio à falta de água, luz e comida. O total de pessoas afetadas pelas chuvas no Estado passa de 1,5 milhão.
Santa Catarina receberá 370 milhões de reais para enfrentar a situação de calamidade pública, por meio de medida provisória assinada pelo presidente. Mais 1,6 bilhão será dividido entre o Estado e outras regiões que eventualmente passem por problemas semelhantes, de acordo com comunicado da Presidência. Desse total, cerca de 680 milhões de reais serão aplicados em Santa Catarina na recuperação de portos, rodovias, na Defesa Civil e na saúde, informou o Palácio do Planalto.
A Câmara dos Deputados criou nesta quarta-feira uma Comissão Externa, formada por todos os deputados catarinenses, para acompanhar a situação no Estado e garantir que o dinheiro da Medida Provisória do governo federal chegue logo ao destino.
"Está um caos, não tem comunicação, não tem luz em muitos bairros. A cidade esta criando crateras na rua. Você pisa no asfalto e ele vai abaixo", disse à Reuters, por telefone, o caminhoneiro Loreci Chames, cuja casa foi invadida pela água na cidade de Itajaí e a família está hospedada na casa de parentes.
"Perdi o carro, a moto e mais de 20 mil reais em móveis. Acabou tudo. Há três dias eu passo na porta da minha casa de jet-ski e continua tudo tomado pela água", acrescentou.
Autoridades locais, mobilizadas para fazer o resgate dos afetados, tiveram que destacar reforços de segurança às cidades atingidas pelas fortes chuvas devido aos saques. Em Blumenau, onde 20 pessoas morreram devido à tragédia, cinco pessoas foram presas por saques, de acordo com a Polícia Civil.
Mais de 200 policiais da capital Florianópolis, menos castigada pelas chuvas, foram enviados a cidades onde houve registros de saques na terça-feira. Além disso, cerca de 50 agentes da Força Nacional de Segurança foram destacados para ajudar no combate à criminalidade em Santa Catarina.
SEM COMIDA, SEM ÁGUA
A polícia informou ainda que efetivos de outras regiões estavam sendo deslocadas para cidades com registros de furtos.
Vinte e três helicópteros e seis aviões estão sendo utilizados para resgatar as vítimas nas regiões mais críticas e isoladas do Estado. De acordo com a Defesa Civil, quase 100 mil pessoas estão ilhadas.
"Muitas pessoas não comem nem bebem há 4 ou 5 dias. Eles estão famintos", disse o major Sérgio Murillo de Mello, comandante do Corpo de Bombeiros em Itajaí, um dos municípios mais castigados.
Um hospital de campanha das Forças Armadas será montado no Estado com parte da verba liberada pela MP, e outros 100 milhões de reais serão utilizados para reconstrução de postos de atendimento e substituição de equipamentos hospitalares, segundo comunicado da Presidência da República.
O abastecimento de gás em municípios da região e no Rio Grande do Sul também foi afetado pela enxurrada que causou o rompimento de um duto. A Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia- Brasil (TBG) informou que o reparo no trecho do gasoduto levaria 21 dias.
Segundo a Defesa Civil, dados do serviço meteorológico indicam recordes históricos de chuvas no mês de novembro nas cidades de Blumenau, Indaial, Joinville, Itajaí e Florianópolis.

domingo, 23 de novembro de 2008

Lula manifesta a Correa desagrado com ação do Equador,Politica, Presidente, Mundo, Brasil

Lula manifesta a Correa desagrado com ação do Equador
Presidente equatoriano telefonou ao colega brasileiro neste sábado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou neste sábado, por telefone, com seu colega equatoriano, Rafael Correa, e expressou seu desagrado sobre a forma como o Equador conduziu a crise envolvendo um empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo informações do Palácio do Planalto, o telefonema, na manhã deste sábado, foi breve e partiu de Correa.

De acordo com o Planalto, Correa disse lamentar o episódio e afirmou que não teve a intenção de gerar desconforto nas relações bilaterais com sua decisão de entrar com uma ação na Câmara de Comércio Internacional (CCI), em Paris, para suspender o pagamento da dívida de US$ 243 milhões contraída com o BNDES.

Segundo o Planato, apesar da iniciativa de telefonar a Lula, o presidente equatoriano não deu sinal de recuo em sua decisão.

Mal-estar

A decisão do Equador de suspender o pagamento da dívida foi anunciada na quinta-feira e provocou um mal-estar diplomático entre os dois países.

Na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, convocou o embaixador brasileiro no Equador, Antonino Marques Porto, para consultá-lo sobre uma resposta ao anúncio equatoriano.

Em nota divulgada na sexta-feira, o Itamaraty informou que recebeu a notícia "com séria preocupação".

"A decisão do governo equatoriano foi anunciada em evento público sem prévia consulta ou notificação ao governo brasileiro", diz a nota.

Ainda de acordo com o Itamaraty, a forma como a medida foi tomada "não se coaduna com o espírito de diálogo, de amizade e de cooperação que caracteriza a relação entre o Brasil e Equador".

Ainda na sexta-feira, o governo do Equador disse em nota oficial "deplorar" a decisão do Brasil de convocar o embaixador brasileiro em Quito para consultas.

Polêmica

O empréstimo junto ao BNDES foi contraído em 2000 para o financiamento da obra da Usina Hidrelétrica San Francisco, em território equatoriano.

A polêmica teve início quando Correa questionou o fato de o empréstimo ter sido direcionado diretamente à construtora brasileira Odebrecht, mas "legalmente" aparecer como dívida do Equador com o Brasil. O governo do Equador alega que a dívida é ilegal e que há irregularidades na obra.

Com potência prevista de 230 megawatts e com capacidade para abastecer 12% da energia do Equador, a central San Francisco foi construída pelo Consórcio Odebrecht - Alstom - Vatech (empresas européias) e inaugurada em junho de 2007.

A partir de junho de 2008, a San Francisco começou a apresentar falhas e logo depois foi fechada, o que, de acordo com o governo equatoriano, coloca em risco o abastecimento do país e poderia ocasionar apagões de energia. No mês passado, o governo equatoriano expulsou a Odebrecht do país.

BNDES

Nesta sexta-feira, o BNDES divulgou uma nota em que afirma que o contrato firmado com a empresa equatoriana Hidropastaza cumpriu "todas as exigências previstas" pelos dois lados.

Segundo o BNDES, o contrato foi aprovado pelo Congresso Nacional do Equador, tendo sido atestado pela Procuradoria-geral daquele país e autorizado pelo Banco Central do Equador.

Além disso, de acordo com o BNDES, o contrato foi firmado no âmbito do Convênio de Pagamentos e Créditos Recíprocos da Associação Latino-americana de Integração (CCR/ALADI).

Com isso, o não pagamento da dívida "implica inadimplência do banco central devedor com os demais bancos centrais signatários do convênio", diz a nota do BNDES.

Obama diz que prepara plano audacioso de estímulo à, economia,politica, Presidente

Obama diz que prepara plano audacioso de estímulo à economia





O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste sábado que está montando um agressivo plano de dois anos para estimular a economia do país, alertando que são necessárias medidas imediatas para prevenir uma crise maior e uma espiral deflacionária.


"Se não agirmos prontamente e audaciosamente, a maioria dos especialistas sabe que podemos perder milhões de empregos no próximo ano", afirmou Obama em pronunciamento para rádio e vídeo divulgado semanalmente pelo Partido Democrata.
"Corremos o risco de cairmos em uma espiral deflacionária que poderia aumentar nossa grande dívida ainda mais", acrescentou.
Um dia depois de as bolsas norte-americanas terem subido devido à aparente escolha de Timothy Geithner como Secretário do Tesouro, Obama fez uma avaliação desanimadora da economia em seus comentários mais detalhados sobre o assunto desde a vitória nas eleições, em 4 de novembro.
Em outubro, Obama pediu um plano de incentivo de 175 bilhões de dólares, mas seus comentários para rádio neste sábado indicam que ele está preparando um pacote muito maior, embora não tenha falado em valores.
O presidente eleito afirmou que o plano estabelecerá uma meta de criar 2,5 milhões de empregos até janeiro de 2011 e será "grande o suficiente para lidar com os desafios que enfrentamos".
A proposta de um plano de estímulo com duração de dois anos indica um esforço relativamente grande para reanimar a economia do país. Esses tipos de planos, em sua maioria, são pensados para o prazo de apenas um ano.
O número de norte-americanos na lista do desemprego chegou ao maior nível em 16 anos, subindo em mais de 540 mil, informou na quinta-feira o Departamento do Trabalho. Dados do governo também previram piora no setor imobiliário.
"As notícias desta semana apenas reforçaram o fato de que estamos enfrentando uma crise econômica de proporções históricas," disse Obama.
Fontes do Partido Democrata afirmaram que Obama escolheu Geithner, o respeitado presidente do Federal Reserve de Nova York, para assumir a direção do Tesouro e ajudar a tirar os EUA da crise econômica.
De acordo com a NBC, Obama deve anunciar Geithner oficialmente na segunda-feira.
Obama, que assume a Presidência em 20 de janeiro, afirmou que orientou sua equipe econômica para elaborar uma proposta de estímulo e estimou que o Congresso, liderado pelos democratas, aprovará o plano rapidamente.
"Trabalharemos os detalhes nas próximas semanas, mas será um esforço nacional de dois anos para aumentar a criação de empregos na América e estabelecer os fundamentos para uma economia forte e de crescimento", concluiu.

domingo, 16 de novembro de 2008

Mantega: Lula quer medidas rápidas do G-20 contra crise

Mantega: Lula quer medidas rápidas do G-20 contra crise
Em uma primeira rodada de reuniões com os primeiros-ministros do Japão, Reino Unido e Austrália, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a adoção de medidas rápidas pelos países que integram o G-20 (grupo formado por grandes economias desenvolvidas e emergentes) para enfrentar a crise financeira mundial. "Não podemos sair do G-20 com as mãos abanando porque há uma grande expectativa da sociedade", disse o presidente, conforme relato do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que também está na capital norte-americana.


Segundo Mantega, é preciso que sejam adotadas medidas para evitar que o mundo chegue à depressão, porque a recessão já está dada. "Não podemos cair na depressão econômica", disse o ministro da Fazenda. Ao relatar as conversas do presidente Lula, Mantega ressaltou que a recessão não é o caso brasileiro.


Para o ministro, é possível que, com a crise econômica, a Rodada Doha de comércio multilateral, da Organização Mundial do Comércio (OMC), possa avançar. As negociações para a Rodada já duram mais de sete anos.


O ministro Mantega também afirmou que defende a idéia de uma nova reunião do G-20 para discutir os derivativos. "Minha proposta é que saiamos daqui com grupos de trabalho formados para que se apontem uma próxima reunião para regulamentar o mercado, porque o mundo vive em insegurança", afirmou.


Política econômica


"O Brasil também está disposto a fazer políticas anticíclicas", disse Mantega. O País está disposto a "reações rápidas para não permitir que a crise se instale". "Estamos dispostos a fazer política fiscal (anticíclica)", reiterou em entrevista para jornalistas. Mantega disse que o primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, "estão muito determinados a tomar medidas importantes, com grande repercussão e não deixar passar isso em branco, e nisso temos sintonia muito grande".


Mantega acrescentou que "política monetária e fiscal têm de ser sintonizadas. Se um país fizer isoladamente, pode não ter sucesso e vazar recursos para outros países". O ministro deu o exemplo de que se o Brasil fizer uma medida agressiva sozinho "outros países podem se aproveitar e absorver estes dólares e reais sem dar nada em troca. Para que funcione, tem de haver sintonia entre os países para que todos façam ao mesmo tempo. Para que todos tirem proveito desta situação".

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Obama faz história e conquista a Casa Branca, O primeiro presidente negro dos Estados Unidos, politica, USA


Obama faz história e conquista a Casa Branca


WASHINGTON


O democrata Barack Obama conquistou a Casa Branca na terça-feira, após uma extraordinária campanha de dois anos, derrotando o republicano John McCain e fazendo história ao se tornar o primeiro negro a ser eleito presidente dos Estados Unidos.

Obama tomará posse como o 44º presidente dos Estados Unidos em 20 de janeiro de 2009, segundo projeções das redes de TV norte-americanas.

Ele terá pela frente enormes desafios, como a crise econômica, a guerra do Iraque e a reforma do sistema público de saúde.

As chances de McCain haviam praticamente desaparecido com a definição em favor de Obama do Estado de Ohio, que em 2004, numa disputa apertada, dera a reeleição ao republicano George W. Bush contra o democrata John Kerry.

Outro golpe fatal para McCain foi a perda da Virgínia, que desde 1964 não votava num democrata.

Obama, senador por Illinois, comanda uma goleada eleitoral democrata, que também ampliou a maioria do partido na Câmara e no Senado, numa demonstração de repúdio do eleitorado aos oito anos do governo republicano de Bush.

A vitória de Barack Hussein Obama, 47 anos, filho de um negro do Quênia com uma branca do Kansas, é um marco na história dos EUA, 45 anos após o auge do movimento dos direitos civis, liderado pelo pastor Martin Luther King.

Numa campanha dominada até o final por notícias ruins na economia, a liderança de Obama e suas propostas sobre como lidar com a crise desequilibraram a disputa a seu favor. As pesquisas de boca-de-urna mostraram que a economia era a principal questão da campanha para 60 por cento dos eleitores.

McCain, 72 anos, senador pelo Arizona e ex-prisioneiro de guerra no Vietnã, pretendia se tornar a pessoa mais velha a assumir a presidência dos EUA. Sarah Palin, sua companheira de chapa, poderia se tornar a primeira mulher vice-presidente.

sábado, 11 de outubro de 2008

Itália propõe mais países e mudanças no G7

Itália propõe mais países e mudanças no G7


A Itália irá propor a expansão do G7, que hoje reúne os sete países mais ricos do mundo, e também a concessão de novos e diferentes papéis ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Banco Mundial, disse o ministro da Economia italiano, Giulio Tremonti, neste sábado.
Ao falar a jornalistas na embaixada italiana na capital dos EUA, Tremonti disse que o estabelecimento de reformas radicais de regulação do mercado devem incluir uma discussão sobre a abolição dos fundos de hedge. A Itália irá assumir a presidência rotativa do G7 em janeiro. Tremonti enfatizou as suas idéias ao G20, que inclui também economias emergentes, anteriormente neste sábado.
"Nós propomos ir além da linha de trabalho do G7 para adotar uma estrutura mais ampla", disse ele. Ele não sugeriu como ou quantos novos países devem entrar no grupo exclusivo das nações mais ricas, dizendo que por enquanto ele estavam chamando o grupo de GX.
Tremonti disse que a Itália irá propor que o FMI e o Banco Mundial "podem ser usados para diferentes propósitos", e devem receber novas tarefas para complementar aquelas que já tem atualmente.
Tremonti falou em diversas ocasiões da necessidade da "remodelagem do (acordo de) Bretton Woods", que estabeleceu a estrutura financeira global do mundo após a Segunda Guerra Mundial.
A reconstituição das regras do mercado financeiro global deve objetivar "partes totalmente malucas, como os fundos de hedge, que não têm nada a ver com capitalismo."
Quando perguntado se ele estava sugerindo que os funds devem ser banidos, ele disse que "nós temos que iniciar uma discussão sobre o assunto".

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Lula: é preciso construir nova ordem econômica mundial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que a crise financeira decretou o fim de doutrinas e concessões econômicas vigentes nos últimos anos no sistema financeiro. "Os sistemas financeiros foram duramente abalados, e com eles doutrinas e concessões econômicas que predominaram nos últimos 20 anos", disse ele, durante o encerramento do 3.º Fórum de CEOs Brasil-Estados Unidos, realizado na capital paulista. Ele disse também que esta era uma crise anunciada e que é preciso construir uma nova ordem econômica mundial no longo prazo para impedir que crises como esta se repitam. "Este é o momento de adotar medidas regulatórias capazes de controlar a anarquia que se abateu sobre a economia mundial", afirmou.


Lula elogiou as recentes medidas adotadas pelo governo norte-americano e pelo Reino Unido, mas reconheceu que essas ações levarão algum tempo para surtir efeito. Em seguida, ressaltou que a crise atinge principalmente os países mais desenvolvidos, embora os impactos também sejam sofridos nos países emergentes. "Portanto, não é justo que a parte mais pobre termine pagando pelos desacertos que poucos fizeram no mundo. Também não é justo que países que fizeram um grande esforço para reconstruir suas economias arquem com os custos da irresponsabilidade daqueles que conduziram essa crise da economia global", declarou.


Otimismo


O presidente disse que suas declarações a respeito da crise têm sido mais otimistas do que alguns gostariam. Ele explicou que, na verdade, ele não venderá catástrofes se não estiver vendo um cenário catastrófico e ressaltou que o Brasil vem se preparando há anos para tornar a economia mais sólida e enfrentar crises internacionais. "Penso que o Brasil está mais preparado. Não é pouca coisa uma economia como a americana ter uma recessão. Não é pouca coisa se a Europa tiver uma recessão. Isso vai atingir o mundo inteiro, mas eu penso que o Brasil está mais preparado do que qualquer país no mundo hoje para enfrentar essa situação", opinou.


Na avaliação dele, não há sinais de que o sistema financeiro brasileiro esteja envolvido em operações como as de subprime (crédito de alto risco) norte-americano. O presidente comparou a crise a um adolescente que esconde seu boletim com notas vermelhas dos pais. Além disso, ele ressaltou que o Brasil está preparado para financiar as exportações e o crescimento econômico sem interromper as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e ainda reforçando o caixa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "O calendário do pré-sal vai continuar acontecendo", destacou, referindo-se aos investimentos para a exploração das novas jazidas de petróleo e gás.


O presidente disse novamente que o País está colhendo os bons frutos da responsabilidade com que tratou a economia e disse que os trabalhadores brasileiros não precisam se preocupar. "Ninguém precisa diminuir as compras", recomendou. "Pode continuar comprando, mas compre apenas aquilo que seu salário pode pagar. Não compre mais."

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Entenda as quedas acentuadas nas bolsas de valores




Entenda as quedas acentuadas nas bolsas de valores
Pregões na Europa e na Ásia registraram novas quedas.


As principais bolsas de valores da Europa e da Ásia voltaram a registrar nesta sexta-feira quedas acentuadas.

Em Londres, o Índice FTSE encerrou o dia em -8,85%; em Paris, o CAC ficou em -7,73 e, em Frankfurt, o Dax fechou com um recuo de 7,01%.




Mais cedo, a bolsa de Tóquio fechou com o índice Nikkei em -9,62%, e o índice Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, teve perdas de 7,19%.

Estas quedas ocorreram apesar de uma ação coordenada global dos Bancos Centrais, de corte nas taxas de juros, no começo da semana.

A seguir a BBC Brasil responde a uma série de perguntas para explicar a razão destas quedas nos mercados.

Por que as bolsas registraram estas quedas?

De certa forma, é como se as bolsas estivessem brincando de "siga o líder", de olho no mercado americano.

O índice Dow Jones de Nova York fechou com uma queda de 7,3% na quinta-feira. E, o mais preocupante, o índice caiu 20,9% em sete dias.

A tendência passou para a Ásia, onde o índice Nikkei em Tóquio fechou em queda de quase 10% e o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 7,2%. E o mesmo aconteceu com as ações na Europa.

O que preocupa os investidores?

Nas últimas semanas, em algumas ocasiões, foram vistos sinais de otimismo nos mercados, especialmente quando o pacote de resgate do governo americano, de US$ 700 bilhões, foi aprovado nos Estados Unidos.

Mas momentos de pessimismo têm sido mais comuns. Analistas apontam uma série de fatores para explicar isso.

Um deles é que persiste o problema de liquidez - os bancos ainda estariam com muita aversão ao risco e não começaram a emprestar dinheiro uns para os outros.

"Apesar dos grandes esforços dos Bancos Centrais do mundo todo, ainda não vimos nenhuma movimentação de empréstimos entre os bancos, e isto está causando a maior preocupação no momento", disse o corretor de mercados da CMC Matt Buckland.

Os investidores também estariam preocupados com a própria eficiência do pacote aprovado dos Estados Unidos e temendo que a crise seja mais profunda do que se previa.

Os mercados poderão cair mais?

Descobrir quando os mercados atingiram o fundo do poço é um processo arriscado e complicado.

Muitos corretores acreditam na idéia de "capitulação" ou "rendição" do mercado. Isso aconteceria quando os investidores tentarem sair do mercado a qualquer preço, após perderem toda a esperança de fazer algum dinheiro com suas ações.

Esta rendição dos mercados seria marcada por vendas precipitadas e um volume alto de transações.

Isso continuaria até o ponto em que o último investidor, desesperado para se livrar de suas ações e migrar para investimentos menos arriscados, tenha vendido tudo.

Uma vez que haja uma crença de que os mercados chegaram ao fundo, os que procuram um bom negócio entrariam em ação e o mercado se recuperaria.

Mas é possível que as bolsas já tenham chegado ao fundo do poço?

É muito difícil afirmar isto. Algumas pessoas avaliam que já se chegou neste ponto, no começo da semana. Alguns acham que os mercados chegaram ao seu ponto mais baixo na semana passada.

E também existem aqueles que afirmam que a capitulação foi alcançada no dia 15 de setembro, quando o índice Dow Jones caiu 504 pontos em um único dia.

"Nós tivemos o estágio da capitulação, onde as pessoas estão tendo a combinação de um sistema bancário em crise e a economia global que está desacelerando de forma dramática", afirmou Justin Urquhart-Stewart, da empresa de gerenciamento de Investimentos Seven.

Venezuela fecha todos os McDonald's do país por 48 horas

Venezuela fecha todos os McDonald's do país por 48 horas
Autoridades alegam que rede americana cometeu irregularidades tributárias.

O governo da Venezuela decidiu fechar todos os restaurantes da rede McDonald's no país por 48 horas, alegando irregularidades tributárias.

O diretor da Receita Federal venezuelana, José David Cabello, disse que há problemas nos balanços da rede americana de fast-food e também nos impostos recolhidos pela empresa.

Os 115 restaurantes McDonald's da Venezuela foram fechados na quinta-feira e permanecerão assim até sábado.

O presidente venezuelano Hugo Chávez é conhecido por ser um crítico feroz dos Estados Unidos e recentemente havia fechado temporariamente os escritórios na Venezuela de outra multinacional americana, a Pepsi.

Chávez também determinou a nacionalização das operações de empresas de petróleo americanas que operavam no país.

No mês passado, tanto a Venezuela como a Bolívia expulsaram seus respectivos embaixadores americanos, acusando Washington de interferir em assuntos internos da Bolívia.

O candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira durante encontro com o arquiteto Oscar Niemeyer,


O candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira durante encontro com o arquiteto Oscar Niemeyer, no escritório do arquiteto, no bairro de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. Niemeyer declarou apoio a Gabeira, no segundo turno.

Seguranças da presidência ,politica, Galeria de Fotos,


Seguranças da presidência conversam antes do início das celebrações do Dia Nacional, em Taipei, Taiwan. O governo taiwanês comemora a fundação da República da China, estabelecida na China continental em 1912.

Agentes da bolsa de valores em Frankfurt, Alemanha. Os mercados asiáticos e europeus caíram novamente devido à crise americana.



Ações na Europa acompanham queda global e despencam


As ações européias tinham forte desvalorização nesta sexta-feira, seguindo as perdas nos mercados asiáticos e dos Estados Unidos, à medida que investidores temem que as tentativas de governos de todo o mundo para destravar os mercados de crédito não serão suficientes para evitar uma recessão global.
Às 7h24 (horário de Brasília), o índice FTSEurofirst 300 das principais ações do continente registrava queda de 7,91 por cento, para 848 pontos, depois de ter caído mais de 9 por cento no início do pregão, atingido seu nível mais baixo desde julho de 2003.
Até o momento, o índice acumula queda de 22 por cento na semana, que pode ser a pior da história do indicador.
As ações dos bancos puxavam as quedas, com os papéis do Barclays caindo 13,12 por cento e do Santander, em queda de 3,29 por cento.
O índice Nikkei do Japão registrou desvalorização de 10 por cento nesta sexta-feira, depois do índice Dow Jones, de Wall Street, ter caído mais de 7 por cento na quinta-feira.
"A dura realidade é que os mercados julgaram que os cortes de juros coordenados não foram suficientes, e agora nós nos encontramos pensando qual é a melhor forma de sair desta espiral de queda", disse Chris Hossain, gerente de vendas sênior da ODL Securities.