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sábado, 11 de outubro de 2008

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Lula: é preciso construir nova ordem econômica mundial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que a crise financeira decretou o fim de doutrinas e concessões econômicas vigentes nos últimos anos no sistema financeiro. "Os sistemas financeiros foram duramente abalados, e com eles doutrinas e concessões econômicas que predominaram nos últimos 20 anos", disse ele, durante o encerramento do 3.º Fórum de CEOs Brasil-Estados Unidos, realizado na capital paulista. Ele disse também que esta era uma crise anunciada e que é preciso construir uma nova ordem econômica mundial no longo prazo para impedir que crises como esta se repitam. "Este é o momento de adotar medidas regulatórias capazes de controlar a anarquia que se abateu sobre a economia mundial", afirmou.


Lula elogiou as recentes medidas adotadas pelo governo norte-americano e pelo Reino Unido, mas reconheceu que essas ações levarão algum tempo para surtir efeito. Em seguida, ressaltou que a crise atinge principalmente os países mais desenvolvidos, embora os impactos também sejam sofridos nos países emergentes. "Portanto, não é justo que a parte mais pobre termine pagando pelos desacertos que poucos fizeram no mundo. Também não é justo que países que fizeram um grande esforço para reconstruir suas economias arquem com os custos da irresponsabilidade daqueles que conduziram essa crise da economia global", declarou.


Otimismo


O presidente disse que suas declarações a respeito da crise têm sido mais otimistas do que alguns gostariam. Ele explicou que, na verdade, ele não venderá catástrofes se não estiver vendo um cenário catastrófico e ressaltou que o Brasil vem se preparando há anos para tornar a economia mais sólida e enfrentar crises internacionais. "Penso que o Brasil está mais preparado. Não é pouca coisa uma economia como a americana ter uma recessão. Não é pouca coisa se a Europa tiver uma recessão. Isso vai atingir o mundo inteiro, mas eu penso que o Brasil está mais preparado do que qualquer país no mundo hoje para enfrentar essa situação", opinou.


Na avaliação dele, não há sinais de que o sistema financeiro brasileiro esteja envolvido em operações como as de subprime (crédito de alto risco) norte-americano. O presidente comparou a crise a um adolescente que esconde seu boletim com notas vermelhas dos pais. Além disso, ele ressaltou que o Brasil está preparado para financiar as exportações e o crescimento econômico sem interromper as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e ainda reforçando o caixa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "O calendário do pré-sal vai continuar acontecendo", destacou, referindo-se aos investimentos para a exploração das novas jazidas de petróleo e gás.


O presidente disse novamente que o País está colhendo os bons frutos da responsabilidade com que tratou a economia e disse que os trabalhadores brasileiros não precisam se preocupar. "Ninguém precisa diminuir as compras", recomendou. "Pode continuar comprando, mas compre apenas aquilo que seu salário pode pagar. Não compre mais."

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Entenda as quedas acentuadas nas bolsas de valores




Entenda as quedas acentuadas nas bolsas de valores
Pregões na Europa e na Ásia registraram novas quedas.


As principais bolsas de valores da Europa e da Ásia voltaram a registrar nesta sexta-feira quedas acentuadas.

Em Londres, o Índice FTSE encerrou o dia em -8,85%; em Paris, o CAC ficou em -7,73 e, em Frankfurt, o Dax fechou com um recuo de 7,01%.




Mais cedo, a bolsa de Tóquio fechou com o índice Nikkei em -9,62%, e o índice Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, teve perdas de 7,19%.

Estas quedas ocorreram apesar de uma ação coordenada global dos Bancos Centrais, de corte nas taxas de juros, no começo da semana.

A seguir a BBC Brasil responde a uma série de perguntas para explicar a razão destas quedas nos mercados.

Por que as bolsas registraram estas quedas?

De certa forma, é como se as bolsas estivessem brincando de "siga o líder", de olho no mercado americano.

O índice Dow Jones de Nova York fechou com uma queda de 7,3% na quinta-feira. E, o mais preocupante, o índice caiu 20,9% em sete dias.

A tendência passou para a Ásia, onde o índice Nikkei em Tóquio fechou em queda de quase 10% e o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 7,2%. E o mesmo aconteceu com as ações na Europa.

O que preocupa os investidores?

Nas últimas semanas, em algumas ocasiões, foram vistos sinais de otimismo nos mercados, especialmente quando o pacote de resgate do governo americano, de US$ 700 bilhões, foi aprovado nos Estados Unidos.

Mas momentos de pessimismo têm sido mais comuns. Analistas apontam uma série de fatores para explicar isso.

Um deles é que persiste o problema de liquidez - os bancos ainda estariam com muita aversão ao risco e não começaram a emprestar dinheiro uns para os outros.

"Apesar dos grandes esforços dos Bancos Centrais do mundo todo, ainda não vimos nenhuma movimentação de empréstimos entre os bancos, e isto está causando a maior preocupação no momento", disse o corretor de mercados da CMC Matt Buckland.

Os investidores também estariam preocupados com a própria eficiência do pacote aprovado dos Estados Unidos e temendo que a crise seja mais profunda do que se previa.

Os mercados poderão cair mais?

Descobrir quando os mercados atingiram o fundo do poço é um processo arriscado e complicado.

Muitos corretores acreditam na idéia de "capitulação" ou "rendição" do mercado. Isso aconteceria quando os investidores tentarem sair do mercado a qualquer preço, após perderem toda a esperança de fazer algum dinheiro com suas ações.

Esta rendição dos mercados seria marcada por vendas precipitadas e um volume alto de transações.

Isso continuaria até o ponto em que o último investidor, desesperado para se livrar de suas ações e migrar para investimentos menos arriscados, tenha vendido tudo.

Uma vez que haja uma crença de que os mercados chegaram ao fundo, os que procuram um bom negócio entrariam em ação e o mercado se recuperaria.

Mas é possível que as bolsas já tenham chegado ao fundo do poço?

É muito difícil afirmar isto. Algumas pessoas avaliam que já se chegou neste ponto, no começo da semana. Alguns acham que os mercados chegaram ao seu ponto mais baixo na semana passada.

E também existem aqueles que afirmam que a capitulação foi alcançada no dia 15 de setembro, quando o índice Dow Jones caiu 504 pontos em um único dia.

"Nós tivemos o estágio da capitulação, onde as pessoas estão tendo a combinação de um sistema bancário em crise e a economia global que está desacelerando de forma dramática", afirmou Justin Urquhart-Stewart, da empresa de gerenciamento de Investimentos Seven.

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Acordo militar com França é equivocado, dizem analistas

O Brasil assinará no final deste ano um acordo com a França que, o governo espera, resultará na transferência de tecnologia na área de defesa e no ressurgimento da indústria militar do país. Críticos, no entanto, apontam os equipamentos franceses como inadequados para as necessidades do país.
Analistas ouvidos pela Reuters vêem as potências militares Estados Unidos e Rússia como melhores opções para o Brasil.
"Do ponto de vista político do governo Lula até faz sentido (a parceria com a França)", avaliou Gunther Rudzit, assessor do ministro da Defesa entre 2001 e 2002, quando a pasta era comandada por Geraldo Quintão.
"Mas não acho do ponto de vista estratégico", acrescentou Rudzit, que tem mestrado em segurança nacional pela Georgetown University e hoje é professor das Faculdades Integradas Rio Branco.
Apesar de seu histórico de boas relações com os EUA, analistas lembram que tradicionalmente o Brasil busca evitar ser visto como aliado incondicional de Washington e, segundo Jorge Zaverucha, cientista político da Universidade Federal de Pernambuco, a atual aproximação da Rússia com a Venezuela também complicou uma aproximação de Brasília com Moscou.
"O Brasil estava na dúvida entre a França e a Rússia. Com a aproximação desta com a Venezuela, os EUA disseram que não se oporiam a um acordo militar do Brasil com a França. Para bom entendedor meia palavra basta", disse.
Segundo o Ministério da Defesa, a disposição da França para transferir tecnologia foi um grande incentivo para sua escolha diante de outros países.
SUBMARINOS
Um dos pontos mais alardeados na aproximação entre Brasil e França é a transferência de tecnologia francesa para a construção da parcela convencional do submarino à propulsão nuclear. Autoridades militares brasileiras, que afirmam que o país já domina a técnica da parte nuclear da embarcação, vêem o projeto como prioritário.
O argumento é de que o submarino nuclear tem maior autonomia e capacidade de permanecer por mais tempo no fundo do oceano. Já os críticos avaliam que o submarino nuclear não é o melhor equipamento para patrulhar as águas rasas do litoral brasileiro, e pode ser detectado por conta do ruído feito pelo reator.
A parceria com os franceses deve incluir a construção de quatro submarinos convencionais, modelo Scorpene, que também seria usado como plataforma para a fabricação do submarino nuclear, cuja primeira unidade a Marinha espera para 2020.
"Eu acho que vai ser a maior loucura que nós vamos fazer", disse Expedito Bastos, pesquisador da área de Defesa da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG). "Não seria muito melhor termos 20 submarinos convencionais? Seria uma frota de alto mar fantástica, nós controlaríamos todo nosso litoral com isso".
Atualmente, a Marinha tem em sua frota 5 submarinos convencionais, cuja fabricação com tecnologia alemã começou na década de 1980, para patrulhar 4,5 milhões de quilômetros quadrados.
O Ministério da Defesa disse em nota que o submarino nuclear pode viajar mais rápido e mais longe, além de poder ficar por mais tempo debaixo d'água, o que seria mais vantajoso em águas profundas.
Outro processo de licitação da Aeronáutica deve resultar na aquisição de aeronaves militares russas, segundo o ministério.
PAÍS CONTINENTAL
A corte que os franceses têm feito ao Brasil pode ainda ajudar o caça Rafale, da fabricante francesa Dassault, a ser o vencedor do programa FX-2, que escolherá o novo caça da Força Aérea Brasileira. O Rafale é finalista da concorrência ao lado do sueco Gripen (SAAB) e do norte-americano F-18 Super Hornet (Boeing).
Para Rudzit, as presenças do F-18 e do Gripen --caça que tem tecnologia norte-americana-- na lista final é "estranha", por conta da histórica relutância de Washington em transferir tecnologia.
"Ou os americanos mudaram muito, e aí é mais um erro a gente se aproximar da França, ou esta é uma licitação dirigida", critica.
Outro ponto do acordo em gestão com Paris incluirá também a fabricação de helicópteros EC-725, da francesa Eurocopter, na fábrica da Helibras, subsidiária da companhia européia, em Itajubá (MG). A idéia do governo é comprar 50 aeronaves para as Forças Armadas a partir de 2010.
"Para um país de dimensões continentais, eu acho que equipamentos americanos e russos seriam mais adequados", disse Rudzit.

Venezuela fecha todos os McDonald's do país por 48 horas

Venezuela fecha todos os McDonald's do país por 48 horas
Autoridades alegam que rede americana cometeu irregularidades tributárias.

O governo da Venezuela decidiu fechar todos os restaurantes da rede McDonald's no país por 48 horas, alegando irregularidades tributárias.

O diretor da Receita Federal venezuelana, José David Cabello, disse que há problemas nos balanços da rede americana de fast-food e também nos impostos recolhidos pela empresa.

Os 115 restaurantes McDonald's da Venezuela foram fechados na quinta-feira e permanecerão assim até sábado.

O presidente venezuelano Hugo Chávez é conhecido por ser um crítico feroz dos Estados Unidos e recentemente havia fechado temporariamente os escritórios na Venezuela de outra multinacional americana, a Pepsi.

Chávez também determinou a nacionalização das operações de empresas de petróleo americanas que operavam no país.

No mês passado, tanto a Venezuela como a Bolívia expulsaram seus respectivos embaixadores americanos, acusando Washington de interferir em assuntos internos da Bolívia.

O candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira durante encontro com o arquiteto Oscar Niemeyer,


O candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira durante encontro com o arquiteto Oscar Niemeyer, no escritório do arquiteto, no bairro de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. Niemeyer declarou apoio a Gabeira, no segundo turno.

Seguranças da presidência ,politica, Galeria de Fotos,


Seguranças da presidência conversam antes do início das celebrações do Dia Nacional, em Taipei, Taiwan. O governo taiwanês comemora a fundação da República da China, estabelecida na China continental em 1912.

Agentes da bolsa de valores em Frankfurt, Alemanha. Os mercados asiáticos e europeus caíram novamente devido à crise americana.



Ações na Europa acompanham queda global e despencam


As ações européias tinham forte desvalorização nesta sexta-feira, seguindo as perdas nos mercados asiáticos e dos Estados Unidos, à medida que investidores temem que as tentativas de governos de todo o mundo para destravar os mercados de crédito não serão suficientes para evitar uma recessão global.
Às 7h24 (horário de Brasília), o índice FTSEurofirst 300 das principais ações do continente registrava queda de 7,91 por cento, para 848 pontos, depois de ter caído mais de 9 por cento no início do pregão, atingido seu nível mais baixo desde julho de 2003.
Até o momento, o índice acumula queda de 22 por cento na semana, que pode ser a pior da história do indicador.
As ações dos bancos puxavam as quedas, com os papéis do Barclays caindo 13,12 por cento e do Santander, em queda de 3,29 por cento.
O índice Nikkei do Japão registrou desvalorização de 10 por cento nesta sexta-feira, depois do índice Dow Jones, de Wall Street, ter caído mais de 7 por cento na quinta-feira.
"A dura realidade é que os mercados julgaram que os cortes de juros coordenados não foram suficientes, e agora nós nos encontramos pensando qual é a melhor forma de sair desta espiral de queda", disse Chris Hossain, gerente de vendas sênior da ODL Securities.